A Empaer-MT deve viver

A Empaer-MT deve viver

 

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, a nossa querida Empaer, deve viver para o bem do campo e da cidade. A desestruturação da Empaer pode levar a médio prazo acontecer algo parecido com o sistema de saúde pública: o colapso do atendimento a agricultura familiar que faz acontecer a nossa soberania alimentar e assim ao abastecimento de comida das cidades de Mato Grosso.

Em Mato Grosso existem aproximadamente 104 mil famílias rurais que abastecem as mesas dos mato-grossenses, fazendo com que seja fomentada a economia estadual e ainda por cima ajudam na preservação dos recursos ambientais.

No campo, graças ao trabalho da Empaer, os agricultores familiares podem contar com a pesquisa cientifica para a melhoria da produção. Os projetos de pesquisa e validação de tecnologias abrangem diversas áreas do conhecimento, envolvendo o cultivo de grãos, espécies oleaginosas, energéticas, frutíferas, florestais, ornamentais, olerícolas, meio ambiente, agroecologia, piscicultura e bovinocultura de corte e de leite. São conduzidas, anualmente, diversas unidades experimentais e de validação, com abrangência em todo o estado de Mato Grosso.

Nesse momento, na Empaer são desenvolvidos mais de 30 projetos de geração de conhecimento para aplicação prática de acordo com a situação local seja no cultivo de grãos, espécies oleaginosas, energéticas, frutíferas, florestais, ornamentais, olerícolas, meio ambiente, agroecologia e bovinocultura de corte. Esses alimentos são cultivados pela agricultura familiar e alimentam a cidade.

No campo, é a Empaer que leva esse conhecimento científico pela Assistência Técnica. São visitas, acompanhamentos, palestras e cursos diversos, o técnico contribui para a expansão do aprendizado do produtor. A intenção é apresentar novas tecnologias para aperfeiçoar os métodos de produção, o propósito é para aumentar a produtividade da propriedade rural e a renda do agricultor.   A Extensão Rural visa aumentar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais através do aperfeiçoamento dos sistemas de produção, de mecanismos de acesso a recursos, de atividades de desenvolvimento econômico e social, entre outras.

Um dos mais recentes exemplos da razão que a Empaer deve viver é que mesmo diante da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, os agricultores familiares do município de Porto Alegre do Norte (1.125 km a Nordeste de Cuiabá), estão trabalhando na propriedade e ampliando o cultivo de maracujá Amarelo Gigante. Os agricultores do Assentamento Rural Piracicaba, tem com o maracujá mais uma alternativa de renda para os produtores, que viram os bons resultados na Unidade de Referência Tecnológica (URT) implantada em 2019 pela Prefeitura Municipal em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

Esse trabalho de pesquisa, assistência e extensão da Empaer junto das famílias de agricultores é a fonte de 80% de toda a comida que abastece de alimentos as famílias não só do campo, mas, sobretudo, da cidade, conforme a Organização das Nações Unidas. A agricultura familiar é responsável por gerar renda para 70% dos brasileiros no campo, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A extinção da Empaer evidentemente pode levar a médio prazo acontecer algo parecido com o sistema de saúde pública: o colapso do atendimento a agricultura familiar que faz acontecer a nossa soberania alimentar e assim ao abastecimento de comida das cidades de Mato Grosso. Por isso, pedimos o apoio de toda a sociedade para que se mobilizem conosco na luta pela vida da Empaer/MT.

 

Pedro Carlotto (65-99931 1385)

Presidente do Sinterp/MT

Gilmar Brunetto (65 99998 9247)

Vice-Presidente do Sinterp/MT

 

Assessora de Imprensa/ Cecília Gonçalves

65 999821573

 

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