Luta do Sindicado pela moralização do MT Saúde continua repercutindo na mídia regional

 

 

 

O Diário de Cuiabá, CenárioMT e o site O Documento desta quinta-feira, 13 de dezembro, registraram a ação do Sinterp para esclarecer a movimentação do dinheiro público no MT Saúde. Nosso sindicato tem tido participação ativa na CPI da Assembléia que investiga possíveis irregularidades no plano de saúde dos servidores. Confira o que foi publicado na mídia.

Extratos de pagamento devem ser entregues
Sinterp cobrou cópia do documento devido ao péssimo serviço realizado pela São Francisco Saúde, administradora do Plano. Apesar disso, empresa recebeu R$ 50 mi do Estado.

 

DEU NO DIARIO DE CUIABÁ – CPI do MT Saúde, presidida por Walter Rabelo, investiga Plano

Por:KAMILA ARRUDA/RENATA NEVES – DIARIO DE CUIABÁ

A Secretaria de Estado de Administração (SAD) terá que fornecer ao Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp/MT) cópia de todos os extratos de pagamentos efetuados nos últimos nove meses a empresa que era responsável pela administração do MT Saúde, a São Francisco Saúde. Os extratos deverão ter os respectivos valores, identificando individualmente o usuário e o hospital correspondente. A decisão, em mandato de segurança, foi proferida ontem (12) pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

O Sinterp optou por recorrer a Justiça após ter tentado, sem sucesso, conseguir acesso aos documentos em questão. O grande questionamento do sindicato é o fato da empresa ter recebido mais de R$ 50 milhões durante este período, sem prestar o atendimento adequado, uma vez que grande parte do tempo os serviços foram paralisados.

Uma auditoria contratada pelo Fórum Sindical do Estado, inclusive, apontou uma série de irregularidades no que diz respeito à utilização de recursos.

O secretário de Administração César Zílio garante que assim que for notificado irá disponibilizar os dados ao sindicato, mas ressalta que todas as informações constam no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan).

Os extratos também deverão subsidiar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MT Saúde, presidida pelo deputado Walter Rabello (PSD) na Assembleia Legislativa.

Na tarde de ontem (12), o ex-presidente do MT Saúde, Bruno Sá Freire Martins, e o atual presidente, Gelson Smorcinski, prestaram depoimento à CPI. Bruno Martins afirmou que durante sua gestão, em 2011, o governo do Estado deixou de repassar recursos ao plano durante os meses de julho e agosto.

Relatou ainda que, em setembro do mesmo ano, a SAD determinou que fosse cancelado o contrato com a empresa CRC, então responsável pela administração do plano de saúde. Após o cancelamento, uma nova empresa foi contratada sem licitação, fato ao qual ele se opôs e que motivou sua saída da presidência do plano. Tempo depois, o contrato com a empresa foi cancelado e a atual administradora do plano, São Francisco Saúde, foi contratada também sem licitação.

Na avaliação de Bruno, a alteração da empresa responsável pela gestão do plano foi um dos fatores que contribuíram para sua “derrocada”.

Gelson Smorcinski, que assumiu a gestão do plano após a saída de Bruno, disse que a troca de empresas foi positiva para o governo, pois gerou economia de R$ 4 milhões. Segundo ele, o gasto com o plano era de R$ 12 milhões e passou para R$ 9 milhões.

A declaração foi amplamente criticada pelos membros da comissão. “O senhor acha humano o Estado pensar em economia enquanto os cidadãos ficam sem atendimento?”, questionou a deputada Luciane Bezerra (PSB). Na próxima terça-feira (18), a comissão ouvirá os responsáveis pela empresa CRC.

 

 

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DEU NO O DOCUMENTO – CPI desconfia de rombo de R$ 50 milhões através de empresas terceirizadas

Por:O DOCUMENTO

A Secretaria de Estado de Administração (SAD) terá que fornecer ao Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp/MT) cópia de todos os extratos de pagamentos efetuados nos últimos nove meses a empresa que era responsável pela administração do MT Saúde, a São Francisco Saúde. Os extratos deverão ter os respectivos valores, identificando individualmente o usuário e o hospital correspondente. A decisão, em mandato de segurança, foi proferida ontem (12) pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

O Sinterp optou por recorrer a Justiça após ter tentado, sem sucesso, conseguir acesso aos documentos em questão. O grande questionamento do sindicato é o fato da empresa ter recebido mais de R$ 50 milhões durante este período, sem prestar o atendimento adequado, uma vez que grande parte do tempo os serviços foram paralisados.

Uma auditoria contratada pelo Fórum Sindical do Estado, inclusive, apontou uma série de irregularidades no que diz respeito à utilização de recursos. O secretário de Administração César Zílio garante que assim que for notificado irá disponibilizar os dados ao sindicato, mas ressalta que todas as informações constam no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan).

Os extratos também deverão subsidiar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MT Saúde, presidida pelo deputado Walter Rabello (PSD) na Assembleia Legislativa. Na tarde de ontem (12), o ex-presidente do MT Saúde, Bruno Sá Freire Martins, e o atual presidente, Gelson Smorcinski, prestaram depoimento à CPI. Bruno Martins afirmou que durante sua gestão, em 2011, o governo do Estado deixou de repassar recursos ao plano durante os meses de julho e agosto.

Relatou ainda que, em setembro do mesmo ano, a SAD determinou que fosse cancelado o contrato com a empresa CRC, então responsável pela administração do plano de saúde. Após o cancelamento, uma nova empresa foi contratada sem licitação, fato ao qual ele se opôs e que motivou sua saída da presidência do plano. Tempo depois, o contrato com a empresa foi cancelado e a atual administradora do plano, São Francisco Saúde, foi contratada também sem licitação.

Na avaliação de Bruno, a alteração da empresa responsável pela gestão do plano foi um dos fatores que contribuíram para sua “derrocada”. Gelson Smorcinski, que assumiu a gestão do plano após a saída de Bruno, disse que a troca de empresas foi positiva para o governo, pois gerou economia de R$ 4 milhões. Segundo ele, o gasto com o plano era de R$ 12 milhões e passou para R$ 9 milhões.

A declaração foi amplamente criticada pelos membros da comissão. “O senhor acha humano o Estado pensar em economia enquanto os cidadãos ficam sem atendimento?”, questionou a deputada Luciane Bezerra (PSB). Na próxima terça-feira (18), a comissão ouvirá os responsáveis pela empresa CRC.

 

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DEU NO CENÁRIO MT – Deputado cogita afastamento do presidente do MT Saúde

Os membros da CPI ouviram ,dessa vez, Gelson Smorcinki para obter mais informações sobre o funcionamento do plano

Por: CenárioMT

A CPI do MT Saúde ouviu o depoimento do presidente do plano, Gelson Smorcinski, a tentativa é saber o que aconteceu. O presidente da Comissão, deputado Walter Rabello (PSD) chegou a cogitar o afastamento de Gelson até o fim das investigações pela Assembleia Legislativa, mas os outros membros não concordaram.

A estrutura sucateada dos hospitais conveniados ao Plano de Saúde tornou-se um grande problema este ano para os usuários e para o governo que chegou a enviar um projeto de lei complementar regulamentando um novo programa de assistência ao servidor público.

Mas, a CPI só foi instaurada após a denúncia de ressarcimento de R$ 204 mil feito pelo plano a ex-primeira-dama do estado, Terezinha Maggi, referente ao tratamento feito por ela no ano de 2009 nos Hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) se pronunciou sobre o plano e apontou indícios de desvio dos recursos, descontados da folha salarial dos servidores, para outras finalidades mediante transferência para a Conta Única do Estado.

A CPI solicitou ainda documentos, para entender “as principais falhas”. “Pedimos extratos e balancetes financeiros e contábeis desde a criação do MT Saúde, em 2003”, revelou a vice-presidente da CPI e deputada Luciane Bezerra (PSB).

Os deputados já ouviram o depoimento do ex-secretário de Administração de Mato Grosso, Geraldo De Vitto, e o ex-presidente do MT Saúde, Yuri Basto Jorge. Ambos da gestão do ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR).

As informações de Gelson não foram divulgadas. A CPI do MT Saúde só deve se encerrar em Março de 2013.

 

 

 

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