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2ª CNATER vai nortear política de Ater no Brasil

 

Tereza MED

Evento foi marcado por um grande ato em defesa da democracia e de participação social

A 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (2ª CNATER) terminou nesta sexta-feira, 3, em Brasília e contou com mais de mil pessoas de diversos segmentos da sociedade civil. Os participantes homologaram 30 propostas para o documento final do evento. O coordenador-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e do Setor Agrícola (Faser), Carlos Carvalho ressalta que as propostas foram definidas após amplo processo de participação social em todo o país que envolveu mais de 40 mil pessoas.

As propostas, 7 foram para as políticas públicas de mulheres, 4 para os povos de comunidades tradicionais e 4 para a juventude. O documento vai nortear a política de Ater no governo federal para os próximos anos.

Além disso, a regulamentação dos processos de participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Sustentável (Condraf), viabilizado por meio de decreto, assinado pela presidente Dilma Rousseff, afastada do cargo, incorpora a paridade de gênero na composição do Conselho e a garantia da participação dos jovens, além da convocação tanto das eleições, quanto das conferências de Desenvolvimento Rural e Sustentável, além da CNATER de quatro em quatro anos.

Participaram da 2ª CNATER agricultores familiares, assentados/assentadas da reforma agrária, camponeses, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, mulheres, jovens, entidades não governamentais prestadoras de serviços de Ater, entidades governamentais executoras de serviços de Ater, representantes do poder público e da sociedade dos 26 estados e do Distrito Federal.

O evento foi prestigiado pelo ex-ministro do desenvolvimento agrário (MDA), Patrus Ananias, ex-ministra Tereza Campello do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante o governo Dilma Rousseff e servidores do extinto MDA, entre outros. Todos os participantes da 2ª CNATER repudiaram o governo interino de Michel Temer e cobraram a recriação do MDA. O governo federal não designou representante.