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Sinterp

Justiça chama Empaer ao processo por auxílio alimentação

Há tempo, todas as empresas públicas dispõem do auxílio, mas Empaer ficou de fora

A Justiça do Trabalho (TRT23) realizou (13/02) audiência de Dissídio Coletivo movida pelo Sinterp-MT em face da Empaer, reivindicando a implantação do auxílio alimentação que há muito tempo é pago para outras empresas públicas, tais como MT Par, MTI e Codemat.

Na abertura da audiência, o presidente do Sindicato Gilmar Antônio Brunetto/Gauchinho destacou que “as decisões contidas no dissídio coletivo foram todas aprovadas por assembleias gerais dos filiados. Ressaltou que é o terceiro Acordo Coletivo que o Sinterp-MT propõe sem a implantação do auxílio alimentação porque a Empaer sempre argumenta que vai colocar no próximo orçamento, sem cumprir.

Para o presidente do Sindicato, “está faltando por parte da Empaer sensibilidade para implantar o benefício, acrescentando que os empregados da empresa deveriam ser os primeiros contemplados, em função da peculiaridade do trabalho que exercem, em comunidades longínquas, carentes, que exigem longos deslocamento onde não têm condições de fornecer alimentos, ou seja, os extensionistas precisam ter dinheiro para comprar e levar suas refeições para os campos de trabalho onde atendem os agricultores familiares vulneráveis. Esse é o diferencial dos extensionistas que estão trabalhando em todas as regiões de Mato Grosso.

Gauchinho deseja que os empregados da Empaer não sejam mais discriminados em comparação com os empregados públicos das outras empresas. Contudo, a Empaer não mandou para a audiência um preposto com poder de decisão.

O assessor jurídico do Sindicato Dr Bruno Boaventura avaliou  que “a audiência foi muito boa e profícua, e o encaminhamento dado pelo desembargador Aguimar Martins Peixoto, vice-presidente do TRT23, determinou que se faça uma nova audiência com a presença da presidência da Empaer, e também com o secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia para tratar apenas e tão somente da cláusula do auxílio alimentação para fins de possibilitar a negociação efetiva, ou seja, para que se tenha representante do estado de Mato Grosso e da Empresa para saber se há realmente essa tal impossibilidade orçamentária de pagar o auxílio alimentação já que se paga para todas as outras empresas públicas, como MT Par, MTI, Codemat. O caso irá para uma nova rodada de negociação”.

Veja a íntegra da audiência.

 

Cecília Gonçalves/Sinterp-MT