CABIDE DE EMPREGO
Sindicato nega emprego de 60 servidores ‘fantasmas’ na Empaer
Órgão havia declarado que não conseguiu encontrar os funcionários nas unidades em que estavam lotados
Gabriel Soares do Hipernotícias
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto, rebateu nesta quinta-feira (22), as declarações da Empaer (Empresa Matogrossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), Layr Mota, sobre a existência de pelo 60 funcionários “fantasmas” no órgão.
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Marcos Lopes/HiperNotícias |
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Layr havia declarado que em um levantamento preliminar da folha de pagamento não conseguiu encontrar os funcionários nas unidades em que estavam lotados. Contudo, o presidente do Sinterp, defende que está ocorrendo apenas desvios de função. Mas, Brunetto não descarta a hipótese de irregularidades no quadro de servidores do órgão.
“O atual presidente tem mesmo que fazer esse levantamento. Pedimos ainda que ele informe ao sindicato os nomes deles [fantasmas], e que tome medidas para reaver o dinheiro e punir os responsáveis”, disse Gilmar.
A Empaer tem atualmente 641 funcionários, destes 185 empregados ocupam cargos comissionados – ou seja – de confiança. O número representa mais de um quarto do efetivo atual da Empaer.
CONCURSO
“Defendemos a nomeação dos aprovados no concurso público. Mas, não concordamos de demitir os comissionados por interesse políticos, e não ter ninguém para colocar no lugar. Não podemos, por causa de politicagem, deixar os escritórios abandonados”, alertou o Sinterp.
O alerta se deve ao fato da lei 461/2011 estabelecer, no artigo 11, que os cargos finalísticos da empresa são considerados cargos técnicos e só podem ser ocupados por funcionários efetivos, mas parte destes cargos é ocupada por funcionários indicados antes da criação da lei.
Além disso, conforme a lei, o quadro efetivo da Empaer deverá ser composto por até mil funcionários concursados, mas hoje há apenas 456, em exercício.
Elaborada durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a lei previa ainda a contração, até dezembro de 2014, de pelo menos mais 620 efetivos.
Na tentativa resolver o impasse, Layr Mota deve enxugar a máquina e eliminar os cargos políticos. “Nosso objetivo é ficar com pouca gente aqui e mais gente no campo, atendendo aos pequenos [produtores]. Esse é o maior desafio”, declarou.
DESAFIOS
O novo gestor tem o desafio de estruturar a empresa para suportar esse número de funcionários. Isto porque, segundo Brunetto, a folha de pagamento da Empaer passa de R$ 70 milhões ao ano, enquanto o orçamento anual é de apenas R$ 65 mi. Ou seja, com menos de 50% dos funcionários já há um déficit de R$ 5 milhões, anualmente.
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