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DEU NA MÍDIA: Atual dirigente deve ser mantido

Segundo o secretário estadual de Gestão Júlio Modesto, a confirmação deve ocorrer nos próximos dias, após a nomeação pela Casa Civil

BRUNETOeFLAVIOFlávio Taques ao lado de Gilmar Brunetto durante reunião para discutir a situação do MT Saúde

 

ALLINE MARQUES
Da Reportagem

Mesmo com o MT Saúde tendo acumulado um dívida de mais de R$ 40 milhões nos últimos quatro meses, seu presidente, Flávio Taques, deve ser mantido no cargo. Ele tem o aval, inclusive, do Fórum Sindical. A informação foi dada pelo secretário de Gestão, Júlio Modesto, durante reunião com lideranças do Fórum Sindical na tarde de ontem. Ele disse que o nome de Flávio está já nas mãos da Casa Civil para a publicação.

O plano de saúde dos servidores do Estado, que conta atualmente com 26 mil conveniados, mas apenas 12 mil contribuintes, foi um dos temas da reunião que se alongou por cerca de duas horas. O fórum solicitou participar das decisões que influenciam na vida dos servidores, inclusive da reforma administrativa, e de outras tomadas de decisão.

Com relação ao MT Saúde, o Fórum pediu que o governo tenha paciência e entenda que o plano ainda não é auto-suficiente e será necessário que o Estado continue custeando parte da assistência. Os representantes sindicais alegam que é preciso recuperar a confiança dos servidores e, principalmente, dos prestadores de serviço, que estão com quatro meses de pagamento em atraso.

O secretário reforçou que o MT Saúde precisa de um planejamento estratégico e continuará vinculado à Secretaria de Estado de Gestão, que deverá regulamentar a nova lei do plano para garantir que passe ser auto-suficiente e reduza drasticamente a contrapartida por parte do Estado. Modesto informou que esteve com o secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, na manhã de ontem para tentar garantir que seja pago um valor de R$ 1,7 milhão, referente aos contratos vencidos em setembro, para depois garantir a elaboração de um cronograma de pagamento dos atrasados, além de manter em dia os repasses dos meses atuais.

De acordo com Júlio Modesto, a dívida atual é de aproximadamente R$ 30 milhões. Ele tem ciência de que a maior dificuldade será recuperar a confiança principalmente dos prestadores, mas espera que em meses este problema seja superado. Modesto pediu a colaboração do Fórum Sindical para resgatar os clientes do MT Saúde e aumentar a receita do plano, que atualmente apresenta um déficit mensal de cerca de R$ 9 milhões.

Com as novas regras que serão regulamentadas, acredita-se que será possível tornar o plano eficiente e auto-suficiente, já que vai se adequar às medidas adotadas por outros convênios de saúde de nível nacional e os valores serão tabelados por faixa etária.

Fonte: Diário de Cuiabá