Da Assessoria/Fernanda Nazário
Durante a caravana pelo Estado de Mato Grosso em defesa da Reforma Política, o Juiz Marlon Reis se reuniu com Fórum Sindical e debateu diversos temas que impedem o progresso do Brasil para um país mais justo e democrático. Marlon acredita que os poderosos tentam desviar a atenção da sociedade para assuntos banais. “Por isso vemos no congresso uma insensibilidade social absurda. Exemplo disso é o caso da redução da menor idade penal. As causas sociais estão sem representação e queremos que haja uma distribuição proporcional do poder legislativo de maneira que todos os grupos sejam representados adequadamente e que as vozes de todos os seguimentos da sociedade sejam representadas”, diz o juiz.
Para Marlon, que é membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e autor da Lei Ficha Limpa, o maior problema de político sem interesse social ser eleito está no poder de manipulação, em outras palavras, no dinheiro. Para explicar esse assunto ele cita o exemplo de um líder indígena da terra de Raposa Serra do Sol, localizada em Roraima. Os índios compõem cerca 11% da população, e questionados sobre o número de deputados que eles tinham no congresso, eles disseram que nenhum. O líder responde para Marlon que foram várias as tentativas. Por quatro anos eles falam da importância de ter uma representação indígena na política, mas nas vésperas das eleições o dinheiro chega na aldeia e a pobreza cede. “Isso acontece com todos os seguimentos”, acrescenta Marlon.
E para reverter essa situação, Marlon faz parte do projeto de iniciativa popular da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, em que defende o fim do financiamento de campanhas por empresas e a adoção do Financiamento Democrático de Campanha, eleições proporcionais em dois turnos, paridade de gênero na lista de candidatos e o fortalecimento dos mecanismos da democracia, com a participação da sociedade em importantes decisões nacionais.
O objetivo da iniciativa popular é conquistar uma Reforma Política feita no interesse dos eleitores, não dos políticos. Por isso, o ponto de partida é o barateamento das campanhas, o que pode ser conseguido com a proibição das doações por pessoas jurídicas, evitando o tráfico de influência e domínio dos mandatos por empresas interessadas em impedir a livre concorrência. Os cidadãos são chamados, pelo projeto, a assumir uma postura mais protagonista em relação às campanhas, sendo os responsáveis por estimular, com pequenas doações, a atuação dos partidos da sua preferência.
Ao fim da reunião com o Fórum Sindical, o Juiz Marlon Reis institui oficializada a Coalizão Democrática Mato-grossense e pediu aos sindicalistas presentes que trabalhem em prol dessa luta que, de acordo com ele, é de extrema importância para a sociedade, pois, com esse projeto aprovado, a população será voz ativa nas decisões políticas.
Para Gilmar, defender essa bandeira é um passo importante que todo brasileiro deveria dar. “Não tem como combater a corrupção sem passar pela Reforma Política”, explica Brunetto. O presidente ainda ressalta que ao apoiar o manifesto a pessoa estará automaticamente dizendo que não concorda com a situação política a qual o Brasil se encontra. Em vista que, a corrupção, que é o plano de fundo para diversos problemas, deprecia alguns dos principais dilemas enfrentados no país, como a saúde pública, a educação e a economia.
Para este projeto ser aprovado é necessário coletar 1,5 milhão de assinaturas. E se você se interessou pela causa e deseja participar deste manifesto, basta baixar o formulário e imprimi-lo. Em seguida assine, se houver outros colegas ou familiares a fim de assinar é possível coletar as assinaturas deles também, não existe um limite de pessoas. Depois de coletada as assinaturas, é só enviar os formulários preenchidos para o endereço que está no rodapé do formulário.
Devido a atual legislação brasileira não é permitido assinaturas digitais ou pela internet. Portanto, para Projetos de Iniciativa Popular como este da Coalizão ainda é necessário imprimir o formulário, assinar corretamente com o nome completo sem abreviatura, preencher todos os dados, caso falte o título de eleitor, Marlon diz que é possível enviar sem o número do título, pois lá na central eles fazem a busca pelo seu nome. Agora, é só enviar pelos Correios e angariar mais adeptos da causa.
Para mais informações acesse o site do manifesto: http://www.reformapoliticademocratica.org.br/
Veja abaixo os vídeos da reunião:
Fala do Juiz Marlon Reis durante o encontro
Entrevista com os juízes Marlon Reis e Geraldo Fidelis
Fala da sindicalista Diany Dias e do jornalista Enock Cavalcanti, idealizadores do encontro
Formulario Para Coletar Assinaturas by SinterpSindicato
