Para os extensionistas que representaram Mato Grosso durante o 2º Seminário “A ATER que queremos e o Brasil precisa”, realizado em Goiânia, na segunda-feira (10), há várias questões prioritárias que precisam ser encaminhadas, por exemplo, no primeiro painel foi debatida a necessidade de coordenação do processo de inovação tecnológica nos estados. O evento reuniu autoridades, dirigentes e técnicos extensionistas, discutindo os rumos da assistência técnica e da extensão rural (ATER). Tendo como foco a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), o seminário abordou as realidades regionais, a integração do sistema, um novo modelo de assessoramento técnico feito pelos extensionistas, o protagonismo dos agricultores, entre outros temas.
Segundo o subdiretor do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública (Sinterp-MT), José Alves Vieira (Barra do Garças), eles discutiram também sobre a importância de pautar as demandas por resultados, indicadores, padronizando a qualidade do atendimento, com avaliação de resultados, estruturação de programa de comunicação, pois o setor precisa de reconhecimento como ser um serviço de educação, funcionar como rede por territórios, estruturação de um sistema, autonomia para contratação temporária, fazer parcerias com a Anater com repasse de recursos fundo a fundo. Também destacaram a necessidade de ter orçamento permanente, conectividade no campo, desafio da Anater. Entre as conclusões do evento, destacam a utilização da tecnologia da informação para facilitar trabalho e potencializar resultados, renovação do quadro da extensão com equipes mínimas e multidisciplinares, destinação dos recursos da Anater para equipamentos, Departamento da Assistência Técnica (Dater) como guardião da qualidade da ATER, diferenciar a forma de repasse para entidades públicas e não estatal e garantir um programa nacional de formação de extensionistas.
No segundo painel de discussões, ressaltaram a participação efetiva do produtor na gestão das entidades, mobilização de agricultores, uso de metodologias participativas, envolver os agricultores nas definições das pesquisas e não pesquisas definidas pelos pesquisadores, ATER – Programa de Estado e não de Governo, piso salarial dos extensionistas ANATER/ASBRAER (Associação Brasileira das Entidades Estaduais de ATER) apoiar a frente ATER e FASER(Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e do Setor Público Agrícola), troca de experiências entre Emateres, seminários internos nas instituições, criar frente de ATER nas Assembleias e núcleos nas câmaras municipais, criar grupos de referências dentro das entidades de ATER, definir o papel das Emateres (relações institucionais com agentes financeiros), reforço às escolas rurais/centro social rural, como a ANATER vai consolidar todo o acervo técnico gerado na história da extensão rural.
Participaram do primeiro painel: moderador – Roberto Balestra (PP-GO), Marenilson Batista da Silva (diretor Dater/MDA), Jeovano Bortollote, Paulo Guilherme Francisco Cabral (presidente Anater), Ecarlos Carneiro, Argileu Martins(Presidente Asbraer). Já o segundo Painel contou com Moderador – Ezequiel Fonseca (PP-MT), Hur Ben Correa, Lineu Alberto, Dorivam Cruz, Cleisson Medas, Luiz Pimenta. Mato Grosso foi representado por José Alves Vieira, subdiretor do sinterp da região de barra do Garças, Aristoni José dos Santos, Nivaldo de Oliveira Capucho, João Carlos Cepolini, Zita Maria Ferreira Dourado, Lázara Aparecida B. Miranda, Lucimara Lenharo Longo, Alexandre Augusto Scarello, Antenor Antônio da Costa e Adriel Vilela Bastos.