O foco precisa ser no associativismo, agroindústria e alimento limpo
Assessoria/Cecília Gonçalves
As atividades públicas e privadas da assistência técnica e extensão rural (ATER) não têm conseguido atender nem 50% dos agricultores familiares. A observação é do presidente do Sindicato dos Empregados da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto, na tarde desta segunda-feira (14), em Porto Velho (RO) durante palestra no Seminário Regional Norte da Frente Parlamentar de Assistência Técnica e Extensão Rural. O encontro foi idealizado pelo deputado federal José Silva (SD/MG). Brunetto representa a Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e do Setor Público Agrícola (Faser) como coordenador de divulgação da entidade que representa mais de 20 mil trabalhadores no Brasil por meio de sindicatos e associações.
Ele defendeu também o imediato funcionamento da Agência Nacional de Assistência técnica e Extensão Rural (Anater). “Ela veio para dar um sustento financeiro principalmente para os Estados onde a receita pública não permite um serviço de extensão rural de qualidade, acrescentando que os contratos de trabalho conhecidos como Chamadas Públicas não deram certo pela burocracia, entre outros empecilhos, defendendo a nomeação dos aprovados em concursos públicos em Mato Grosso” disse.
Ele destacou que essa é a grande preocupação de a extensão rural atender esses agricultores necessitados de um assessoramento técnico em qualidade e quantidade, observando que a grande maioria de quem está hoje no campo é de agricultores familiares de idade avançada. “Os jovens não querem permanecer na zona rural porque a propriedade não dá a renda desejada nem os pais querem que eles passem pelo trabalho braçal que passaram”, ressaltou. O fato é que o êxodo rural do jovem continua como antes, visto que a grande maioria quer ir para a cidade conseguir um emprego. “Precisamos resolver esse problema que é a falta de sucessão familiar na propriedade. A agricultura familiar não se sustenta de forma individualizada. Precisamos focar no associativismo, pois se conseguirmos avançar nessa modalidade e na produção do alimento limpo (sem agrotóxico) vamos ter elemento para levar sustentabilidade para a agricultura familiar à sucessão na propriedade rural.
