Investimento no associativismo, agroindústria e alimento limpo pode evitar êxodo do jovem
Para o presidente do Sindicato dos Empregados da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto, o grande desafio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) ao completar 51 anos de atuação é investir mais no associativismo, agroindústria e alimento limpo (sem agrotóxico), na agricultura familiar para evitar o êxodo rural do jovem.
Brunetto analisa que nos governos passados, a Empaer foi sucateada, com exceção do governo Silval Barbosa, quando houve concurso público, melhoria salarial e aprovação da Lei 461/2010, que transformou a Empaer de sociedade de economia mista em empresa pública. “Esperamos que o governador Pedro Taques que cumpriu os acordos salariais chame os aprovados e invista na Empaer”, disse Brunetto.
A Empaer foi instituída pela fusão da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa de Pesquisa Agropecuária (Empa) e Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codeagri), das quais é sucessora. O serviço de extensão rural foi constituído oficialmente em Mato Grosso, no dia 15 de setembro de 1964, marco histórico para a agricultura e pecuária no Estado.
“Nessa data festiva destacamos a dedicação dos empregados da empresa, que mesmo diante de dificuldades, falta de veículos, de capacitação, escritórios sucatados, e outros, sempre desenvolveram a missão com responsabilidade”, ressalta Brunetto. Reitera que as atividades públicas e privadas da assistência técnica e extensão rural (ATER) não têm conseguido atender a contento os agricultores familiares, necessitando uma maior participação do governo federal que tem contribuído com menos de 20% do total do orçamento da empresa e a expectativa com a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para facilitar a liberação de mais recursos.
“Hoje a grande preocupação é a extensão rural atender os agricultores familiares com assessoramento técnico em qualidade e quantidade”, destaca Brunetto. Enfatiza que não há a mínima condição de a agricultura familiar se sustentar de forma isolada. “A Empaer e o governo precisam investir maciçamente na conscientização do associativismo em todas as suas formas (cooperativismo, associações, condomínios e outros) para que os agricultores familiares consigam fazer a sucessão familiar, garantindo o futuro da propriedade rural, evitando que os jovens abandonem suas terras, suas histórias e seus familiares, superlotando cada vez mais os presídios,” conclui Brunetto. Ele espera que em breve possa comemorar a estruturação da Empaer para atender as demandas da agricultura familiar.
Assessoria/Cecília Gonçalves
