“A Anater precisa funcionar”, disse Argileu Martins, presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater –DF), numa referência a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) que foi criada em 2013, mas ainda não saiu do papel.
“Quero fazer um apelo público: a Anater não pode ficar refém de política interna do governo, pois já estamos indo para terceira safra depois da criação da agência e ela não funciona por disputa de conceito quase ideológico”, destacou Argileu no 4º Seminário “A ATER que queremos e o Brasil precisa”, na segunda-feira, 19, em Belo Horizonte (MG).
Argileu considerou insano o governo querer implantar uma agência de desenvolvimento sem a participação diferenciada dos Estados. “Em 2003, o orçamento de Dater (Assistência Técnica e Extensão Rural), era de R$ 5,4 milhões e ninguém disputava. Hoje, apesar dos cortes, o valor subiu para R$ 560 milhões”, frisou o presidente da Asbraer, apelando para Frente Parlamentar de ATER, chamando audiência pública para o funcionamento da Anater, entre outras providências. (Assessoria/ Cecília Gonçalves).