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Sinterp-MT alerta para a participação na 2ª CNATER

 O evento será em Rondonópolis, Colíder, Cáceres, Barra do Garças, Confresa, Nortelândia, Juína,  Livramento e Cuiabá 

Mato Grosso realizará no período de 4 de novembro a 8 de dezembro a 2ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (2ª CNATER), e o presidente do Sindicato dos Empregados da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto alerta para a importância da participação no evento. “Essa conferência é que vai nortear o futuro da Ater no Brasil, quando vão defender um fundo para Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural), um centro nacional de formação de extensionistas”, explicou Brunetto. Ele destacou também o foco das ações de Ater em torno do associativismo, agroindústria e alimentos saudáveis. “É importante que os colegas e os agricultores se mobilizem para participação, especialmente os jovens para fortalecer a sucessão na agricultura familiar”, acrescentou.

Brunetto lembrou que uma das grandes lutas nacionais é o imediato funcionamento da Anater – Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, criada em 2013, mas que continua no papel. A Anater tem como principal objetivo qualificar e ampliar os serviços de Ater no Brasil. As conferências territoriais da 2ª CNATER serão realizadas nos seguintes locais: região Sul (Rondonópolis), Portal da Amazônia (Colíder), Grande Cáceres (Cáceres), Pontal do Araguaia (Barra do Garças), Araguaia-Xingú/Baixo Araguaia (Confresa), Alto Paraguai  (Nortelândia), Noroeste (Juína) e Baixada Cuiabana (Nossa Senhora do Livramento). A conferência estadual será em Cuiabá e a nacional em Brasília cujas datas ainda serão definidas em 2016.

Conforme a comissão organizadora nacional, a 2ª CNATER representa a continuidade de um compromisso firmado entre governo federal e sociedade civil organizada, em prol dos serviços de Ater para a promoção do desenvolvimento rural sustentável com base na agricultura familiar e reforma agrária.

Esse compromisso retrata um processo em construção, no qual a participação social e o diálogo são fundamentais para garantir a ampliação e a consolidação da democracia, além da implantação de políticas públicas, como a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER). Os eixos gerais são o Sistema Nacional de Ater – fortalecimento institucional, estruturação, gestão, financiamento e participação social; Ater e políticas públicas para a agricultura familiar e formação e construção de conhecimentos na Ater; Ater e mulheres rurais; Ater e juventude rural; Ater e povos e comunidades tradicionais.

Desde a realização da 1ª CNATER, ocorrida em 2012, foram constatados avanços na Ater, que é entendida como um dos instrumentos fundamentais e estruturantes para alavancar o desenvolvimento rural sustentável. Entretanto, no decorrer desse processo, foi possível reconhecer limites e desafios para a implantação da PNATER, os quais deverão ser debatidos nesta Conferência, que orientará prioridades, caminhos e oportunidades para os próximos quatro anos.

A 2ª CNATER oportunizará a participação da diversidade de grupos que integram a agricultura familiar, como: camponeses/as, acampados/as, assentados/as da reforma agrária, povos indígenas, povos de terreiro e ciganos/as, quilombolas, açorianos/as, atingidos/as por barragens, mineradoras e hidrelétricas, extrativistas, seringueiros/as, quebradeiras de coco, fundos de pasto, faxinalenses, pescadores/as artesanais, ribeirinhos/as, aquicultores/as familiares, caiçaras, marisqueiros/as, retireiros/as, torrãozeiros/as, geraizeiros/as, vazanteiros/as, pomeranos/as, pantaneiros/as, caatingueiros/as, além de representantes da sociedade civil organizada, que, historicamente, não tinham espaços para propor políticas e diretrizes para uma Ater qualificada.

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