Pular para o conteúdo

Sinterp

MT precisa acabar com os desequilíbrios da Receita

Brunetto MM

Enquanto o servidor do Executivo luta pela RGA, os outros Poderes não sabem mais o que fazer com tantos auxílios

“A crise financeira de Mato Grosso está no desequilíbrio da receita do Estado, que, concede privilégios ao agronegócio, incentivos fiscais para o comércio, este esperamos que acabe agora no fim do mês, e mais as altas remunerações dos Poderes com seus inúmeros auxílios (moradia, transporte, obras técnicas, entre outros)”, criticou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública, Gilmar Brunetto, acrescentando que, enquanto o servidor do Executivo luta para receber a Revisão Geral Anual (RGA), os outros Poderes não sabem mais o que fazer com tantos auxílios.

“Tudo aprovado por lei” reitera Brunetto, defendendo o fim dos privilégios. Diante de críticas, o governador Pedro Taques (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (30) que encaminhará para a Assembleia Legislativa o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2017, com redução de 15% nos duodécimos dos poderes. O Sinterp-MT propõe o combate a corrupção, sonegação, fim dos privilégios (auxílios) para Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa, barões da soja, comércio, indústria, alguns órgãos do Poder Executivo e melhoria na gestão do Serviço Público. “Precisa também rever contrato da dívida em dólar, renegociar as dívidas da União, redução do duodécimo e recuperar os recursos furtados”, cobrou Brunetto.

Para Brunetto, o que não pode continuar é o servidor público do Executivo exclusivamente ser penalizado com os reveses das crises econômicas.

“Não quero questionar o número e sim privilégios já aprovados por lei e que o Parlamento tem obrigação de acabar com isso, socializar os impostos pagos pela sociedade”, ressalta Brunetto. Veja vídeo.