Demitidos enfrentam problemas para aposentadoria, pois INSS está atrasado
Sem realizar processo administrativo para garantir o direito ao contraditório, com falhas no recolhimento do INSS para que os empregados públicos possam ter direito à aposentadoria, a Empaer está rescindindo contratos de trabalho de 61 empregados, que ingressaram via seletivo em 1993.
O presidente do Sinterp-MT, Pedro Carlos Carlotto, destaca que a seleção rigorosa atendeu à legislação da época que regiam as empresas de economia mista S/A. Foram submetidos a provas escrita, oral, provas de títulos, no entanto, depois de todo esse tempo, os empregados estão sendo demitidos sem a necessária realização de um processo administrativo com direito do contraditório e ampla defesa. Carlotto, lamenta a decisão, lembrando inúmeras tentativas feitas em várias frentes para manter esses funcionários que já contribuíram muito para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Estado, e não podem ser descartados, precisam ser valorizados.
Os funcionários atingidos reivindicam o reconhecimento da legalidade do processo seletivo que atendeu a todas as exigências de um concurso público, mas não foram atendidos pelo governo, nem com a intervenção de deputados estaduais, dentre outras autoridades sensibilizadas pela ameaça de desemprego, bem como o esvaziamento da Empresa protagonista do crescimento da balança comercial de Mato Grosso.
Carlotto avalia que as demissões acarretarão sérios prejuízos, tendo em vista que, devido à pandemia, o mercado de trabalho está retraído para a população jovens imagine para àqueles que já estão acima de 55 anos. O Sinterp espera que o Governo reveja essa decisão e volte atrás, sustando essas demissões.
Assessoria de Imprensa: Cecília Gonçalves