O bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, dom Adriano Ciocca Vasino destacou a importância de o governo dar tratamento digno aos pequenos agricultores e aos moradores tradicionais do território. O bispo falou durante o encontro do colegiado territorial Araguaia-Xingu, realizado nos dias 26 e 27 de abril, em Porto Alegre do Norte num esforço para que a região deixe de ser o “Vale dos Esquecidos”. Dom Adriano está apoiando a luta do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural (Sinterp-MT) pela nomeação dos aprovados no último concurso público (2014), bem como o fortalecimento da Empaer.
“Nos meses de março e abril, debatemos com os trabalhadores da Empaer, políticos, gestores em assembleia regionais condições de trabalho e recebemos apoio em todos os municípios onde passamos”, disse Gilmar Brunetto, presidente do Sinterp-MT.
“Para o desenvolvimento da região e a permanência dos pequenos produtores ligados à agricultura familiar e para garantir o equilíbrio socioeconômico do território é essencial a inclusão produtiva de todos. Por isso se insistiu muito sobre a necessidade de assistência técnica pública adequada aos pequenos produtores, pois atualmente a Empaer dispõe para atender todos os 15 municípios somente de 23 técnicos”, ressaltou o colegiado. O número é claramente insuficiente para garantir um efetivo acompanhamento, sendo que no território da Cidadania Araguaia Xingu, contam com 73 assentamentos e várias comunidades tradicionais, totalizando 10.585 famílias de agricultores/as. A reunião da Prelazia mostrou outro problema que é o acesso ao crédito: os bancos afirmam que há verbas disponíveis, mas para os pequenos o acesso ao mesmo é muito difícil por causa das práticas burocráticas e do atendimento inadequado das agências, que atuam com poucos funcionários e uma multidão de usuários.
O colegiado territorial Araguaia-Xingu inclui os municípios de Vila Rica, Confresa, Santa Terezinha, São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Porto Alegre do Norte e Canabrava do Norte, Alto Boa Vista, Luciara, São Felix do Araguaia, Novo Santo Antônio, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, Ribeirão Cascalheira e Querência.
O trabalho da Prelazia no território é realizado por meio dos seguintes comitês: jovens, mulheres, educação, comunidades tradicionais (indígenas, retireiros, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais). Inclusão produtiva, atuando especialmente na cadeia do leite, na piscicultura e na expansão da fruticultura. (Cecília Gonçalves/Sinterp-MT)
