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Sinterp

Presidente do Sinterp utiliza meios alternativos para combater pragas em plantio de coco.

 

Por Fernanda Nazário

Matogrosso é campeão nacional no uso de agrotóxicos, de acordo com o INDEA 2011, cerca de 70% desses produtos, considerados por muitos como venenos agrícolas, são usados nas lavouras e pastagens do Estado, mas aqueles que cultivam a agricultura familiar buscam alternativas mais saudáveis para exterminarem as pragas que danificam seus plantios. A plantação de coco, por exemplo, sofre ataques de insetos que prejudica e até mata o fruto.

As pragas que atrapalham a produção do coco são as broca de olho, que mata o coqueiro, a broca da haste, que danifica todo o caule e a broca do fruto, que derrubada o coco. Além dessas, há ácaro, que além de derrubar, deixa o fruto necrosado.

Recentemente surgiu uma nova praga que preocupa muitos plantadores, a murcha de phytomonas. Ela murcha as folhas do pé de coco e se dissemina rápido. Para Gilmar Brunetto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso (Sinterp–MT) e pequeno agricultor familiar, cortar o pé seria uma alternativa para não deixar que a larva se espalhe.

Mas a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma técnica de combate e controle de pragas utilizadas por Gilmar em seu plantio de coco que, segundo ele em entrevista ao Jornal da Manhã da TV Record do dia 03, diminui em até 90% a morte dos coqueiros.

Para eliminar as pestes, Gilmar utilizou um balde de plástico, cana de açúcar, feromônio, uma substancia que atrai o sexo oposto, nesse caso o macho, e a cana, que atrai a fêmea. Pequenos agricultores familiares adotaram essa técnica como alternativa para evitar o uso de agrotóxicos.

Outra técnica de prevenção da praga de coqueiro desenvolvida pela Embrapa é uma solução composta por um litro de detergente, um litro e meio de olho de algodão, cinco litros de urina de vaga e 100 litros de água. O liquido fica numa carretinha puxada por um cavalo é pulverizado nos coqueiros a cada 21 dias contra o ácaro que mancha e mata os cocos ainda verdes.

“É fácil aplicação e o pequeno agricultor que não dispõe de um trator pode utilizar dessa invenção que é muito pratica e que facilita a aplicação desse produto no combate ao ácaro da necrose”, adverte o sindicalista, Gilmar Brunetto.

Há 10 anos o sindicalista planta coco em seis dos oito hectares da propriedade dele na zona rural de santo Antônio do Leverger.  De acordo com Gilmar, este  é um mercado seguro, porque Cuiabá e Várzea Grande importam mais de 60% do que é consumido.

Dos 750 pés de coqueiros plantados em Santo Antônio Gilmar perdeu 200. Por isso ele tem experimentado novas técnicas para eliminar as pragas.

Para Gilmar falta investimento na área da fruticultura e agricultura, porque estas são as alternativas de sobrevivência da agricultura familiar. Segundo ele, MT só elabora pesquisas voltadas para o agronegócio.