
Da Assessoria/Fernanda Nazário
Em busca de explicações, a diretoria do Sinterp-MT procurou na última quarta-feira (11) o presidente da Empaer-MT, Layr Mota, para discutir alguns assuntos que preocupa o sindicato, como por exemplo, o projeto de Reforma Administrativa que, segundo Gilmar Brunetto, presidente do Sinterp, foi elaborada por pessoas que não conhecem a Empaer.
O artigo n°45 do documento, onde trata especificamente da Empaer, esta baseada numa lei que não existe mais, por isso a diretoria sugere que seja regulamentada a Lei 461 de 28 de dezembro de 2010. “Dessa forma, a empresa sai do projeto e ainda coopera para economia do Estado”, destaca Gilmar.
Desde anunciado, o projeto sempre foi encarado com estranheza pelo sindicato já que todas as vezes que procurou saber sobre a reforma não obteve resposta. “Não consigo entender como o governo propõe um reforma dessa e nem se quer convoca o presidente da Empaer para debater o assunto”, contesta Brunetto.
Após ouvir as reivindicações da diretoria, Layr diz que só não participou da discussão do projeto porque isso ficou a cargo do secretário da Agricultura Familiar e Regularização Fundiária de MT, Suelme Evangelista, mas devido a rapidez da elaboração eles não tiveram prazo para debater a reforma. E para resolver essa situação o presidente da Empaer sugeriu que o sindicato fizesse um relatório resumido de propostas para ele encaminhar até a Casa Civil ou até o Governador, se possível. “Temos pouco poder de decisão com relação a isso. Definem a proposta de vocês que vou discutir a nível de governo e depois podemos discutir em conjunto”, aconselha o presidente.
Além da Reforma Administrativa, a diretoria do sindicato levou até o presidente o pedido dos servidores que vieram da Sedraf-MT e hoje estão ocupando parte do prédio que é da Empaer e estava comodato com a Fundação Nova Chance. Para Brunetto, não há diálogo para tratar dessas mudanças que estão ocorrendo de forma rápida. O presidente confirmou nesta semana que irá conversar com os servidores para resolver esse entrave.
Outro questionamento levantado pelo sindicato foi a atuação de um assessor particular do presidente, que, sem contratação, sem portaria, sem vínculo algum esta atuando na empresa. Segundo Layr, este assessor foi chamado devido sua capacidade, ‘e como a empresa não tem orçamento eu contratei ele particular para mim. Para fazer o levantamento de algumas situações’. E preocupado com a repercussão que esse fato pode ter Gilmar lembra o presidente que tal pratica não é legal e o presidente diz que só fez isso para o bem da empresa. “Pode não ser legal, mas não é imoral. Estou fazendo o bem para a empresa”, defende Layr.
Ao fim da reunião Layr se diz disposto ao diálogo e deixou as portas abertas todas as vezes que o sindicato precisar falar com ele.
Veja neste link os compromissos do governador Pedro Taques com o sindicato: http://sinterpmt.org.br/compromissos-do-governador-com-o-sindicato/