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Sinterp

Com término do contrato de trabalho conhecido como “Chamada Pública” governo promete chamar aprovados em concurso

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto, lembra o governo sobre o término do contrato de trabalho temporário (31/07) conhecido como “Chamada Pública”, firmado entre a Empresa Mato–grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural do Estado de Mato Grosso (Empaer) e o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), que garante assistência técnica a agricultura familiar, e vai retirar 31 profissionais do setor. O contrato foi firmado em 2012 com validade de três anos, já foi renovado uma vez e não poderá mais ser prorrogado em função de haver aprovados em concursos públicos, entre outros motivos.

“O Sindicato entende que o governo está passando por momento difícil de equilíbrio entre receita e despesas, mas a agricultura familiar é importante para o Estado”, explicou Brunetto, reivindicado que o Governo chame os aprovados restantes. “Com uma agricultura familiar forte, os filhos dos agricultores não precisarão abandonar o campo em busca de melhores condições de vida na Capital, sendo muitas vezes até marginalizados, porque já contabilizamos 40 mil famílias que saíram da zona rural por causa das dificuldades”, disse Brunetto, enfatizando que os agricultores necessitam de investimento, agroindústria, associativismo, alimento limpo (sustentabilidade ambiental). “Sabemos que a Empaer já esta providenciando a nomeação dos aprovados, e esperamos que a agricultura familiar continue a ter assistência técnica”, concluiu Brunetto.

O diretor de Política da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetagri), Adão da Silva, também reconheceu que o governo ainda não teve tempo hábil de solucionar todas as demandas do setor, mas logo terá de colocar dinheiro na assistência técnica. “Precisa contratar mais profissionais, fazer capacitação, investimentos em novas culturas, entre outros”, disse Silva. Ele lembrou que 40% dos assentamentos são irregulares, necessitando de mais ação com o Incra e outros parceiros para Mato Grosso crescer cada vez mais. O secretário de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Suelme Evangelista, confirmou gestão para chamada dos aprovados em concurso.

O presidente da Empaer, Layr Mota da Silva, garantiu que não há nenhum risco de os pequenos agricultores ficarem sem assistência técnica. “A agricultura familiar é prioridade do governo, inclusive já falamos com o governador, e com os secretários de Planejamento, Fazenda e Gestão, e todas as providências, estão sendo tomadas para chamar os aprovados em concursos, inclusive está sendo feita a análise de impacto financeiro”, disse o presidente.

 Cecília Gonçalves

Assessoria de Imprensa

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